Código: KELL
Método: AGLUTINAÇÃO
Material: SANGUE TOTAL
Interpretação
O estudo das propriedades antigênicas dos elementos do sangue e outras células do corpo, e dos diferentes anticorpos que podem existir no plasma humano, é fundamental para assegurar a compatibilidade entre doador e receptor em transfusões de sangue. As hemácias são um dos componentes mais transfundidos. Elas possuem estruturas de membrana que originam vários antígenos eritrocitários classificados conforme sistemas, séries ou coleções sanguíneas já conhecidos.
Os sistemas sanguíneos mais relevantes na terapia transfusional são: o ABO e o Rh. O terceiro sistema em ordem de importância clínica é o sistema Kell. Este grupo é composto por 32 antígenos, altamente imunogênicos, dentre os quais, destacam-se: Kell (K ou K1) e Cellano (k ou K2). Eles são encontrados na superfície dos eritrócitos humanos, na glicoproteína Kell, que pertence à família das glicoproteínas transmembranares tipo 2, e estão intimamente ligados à proteína XK. A ausência da proteína XK (devido à deleção genética) leva a uma redução acentuada na expressão de antígenos Kell na superfície das hemácias. Anticorpos anti-K e anti-k podem causar reações graves, como reação hemolítica pós-transfusional e doença hemolítica do recém-nascido (HDN). Os aloanticorpos podem persistir por anos.
Para reduzir as chances de aloimunização contra antígenos eritrocitários, alguns países ampliaram a gama de antígenos a serem pareados entre doador e receptor antes da transfusão, considerando os principais antígenos do sistema sanguíneo ABO-Rh e o antígeno Kell.
Doenças Relacionadas
Doença hemolítica do recém-nascido (HDN), Transplante