Código: HERP

Método: MICROSCOPIA – COLORAÇÃO DE MAY-GRUNWALD E GIEMSA

Material: EXSUDATO DAS LESÕES

Interpretação

A pesquisa de células de Tzanck tem a finalidade de observar o efeito citopatológico do vírus herpes simples, que é um vírus DNA e um membro da família do herpesvírus humano, na morfologia das células. Os locais mais atingidos pelas herpes HSV-1, são faringe, áreas intra-orais, lábios, olhos e pele acima da cintura. A exposição inicial é denominada de infecção primária, atinge faixas etárias jovens, é assintomática. O HSV-2 da mucosa genital é facilmente transmitida pelo contato íntimo e produz o mesmo padrão das lesões mucocutâneas orais do HSV-1. A latência se estabelece nos gânglios autônomos pélvicos e sacrais e as reativações são duas vezes mais frequentes do que as do HSV-1. Inicialmente as lesões são diversas vesículas puntiformes, que rapidamente se rompem e formam inúmeras lesões pequenas e avermelhadas.  As ulcerações podem se juntar e formar ulcerações maiores rasas e irregulares.  Geralmente o caso se resolve em 5 dias, e os casos mais graves se resolvem em torno de até duas semanas. O vírus exerce seus principais efeitos nas células epiteliais que mostram a denominada degeneração balonizante, que caracteriza-se pela acantólise e núcleo claro aumentado, essas células acantolíticas são denominadas de células de Tzanck. Ocorre fragmentação nuclear com condensação da cromatina.  O edema que ocorre entre as células leva à formação de uma vesícula intra-epitelial. As vesículas localizadas na pele persistem e desenvolvem infiltração secundária por células inflamatórias. A partir do rompimento, as lesões mucosas apresentam uma membrana fibrinopurulenta composta por fibrina e neutrófilos na superfície.  Este método não diferencia entre infecções pelo herpes virus tipo I ou II.

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Herpes